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A 4ª Sessão Ordinária da Câmara de São João da Boa Vista, realizada na segunda-feira (10), foi marcada por debates acalorados e a aprovação de projetos polêmicos.
A reunião, que teve início por volta das 18h10, trouxe à tona discussões sobre o Projeto de Emenda à Lei Orgânica nº 01/2025, que propõe a revogação de dispositivos da Lei Orgânica do Município que impedem vereadores de ocuparem cargos na Prefeitura.
O projeto foi aprovado em primeira discussão e deverá ser revisitado na próxima sessão.
Outro ponto de destaque foi a aprovação, com urgência, do Projeto de Lei do Legislativo nº 10/2025, que cria o cargo comissionado de Coordenador de Gabinete da Presidência.
A vereadora Hellen (PODE) questionou o projeto, expressando surpresa e afirmando que não se sentia à vontade para votar favoravelmente, pois desconhecia os motivos para a criação do cargo. No entanto, após um breve intervalo para esclarecimentos, o projeto foi aprovado por todos os vereadores presentes.
A sessão também foi marcada pela fala de um morador que ocupou a tribuna para exigir melhorias no atendimento de saúde de São João da Boa Vista.
O cidadão relatou que seu pai, durante um infarto, teve que esperar mais de oito horas para ser atendido na UPA. Após a internação, ele teria desenvolvido outros problemas de saúde devido a erros da equipe médica.
O morador criticou a falta de apoio dos vereadores Bira (MDB), Carioca (Republicanos) e Aline Luchetta (REDE), mencionando que apenas a vereadora Walquiria (Republicanos) o atendeu.
Ele também criticou o presidente da Câmara, Bira, alegando que ele havia feito promessas durante a campanha eleitoral em troca de votos, mas não se mostrou disponível para ajudar em uma situação urgente de um munícipe.
Em relação a Carioca, o morador mencionou que, após se tornar vereador, ele parou de fiscalizar a UPA, prática que havia adotado quando era apenas um cidadão ativo na comunidade.
Após essas críticas contundentes, o vereador Carioca se defendeu, afirmando que sua maior ferramenta para promover mudanças atualmente seria “a caneta, e não a espada”.
Não houve registros oficiais desse confronto, uma vez que a sessão estava suspensa no momento da fala do cidadão.
Matéria publicada em 12 de março de 2025, às 11h09.