01 de abril de 2019 às 09:51

Polícia reconstitui caso de bebê morto em Andradas


Crédito:Reprodução/Andradas Hoje Regional

A Polícia Civil de Andradas (MG) fez na última sexta-feira (29), a reconstituição da morte do bebê de 3 meses que foi espancado pelo pai. Segundo as investigações, o autor do crime jogou a criança com força no berço e o estrado de madeira quebrou.

A reconstituição durou pouco mais de uma hora, e uma boneca foi usada na simulação. Apenas a mãe, de 19 anos, participou. A mãe confessou à polícia que o pai teria espancado a criança na terça-feira à noite por cerca de duas horas.  O delegado Fabiano Roberto Mazzarotto afirmou que o pai negou as agressões. 

De madrugada, como a criança não apresentava reações, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), foi chamado e encaminhou o bebê à Santa Casa, onde os médicos tentaram reanimá-lo. O corpo chegou a ser liberado no hospital, mas foi o responsável pela funerária que percebeu os hematomas. 

Na casa, os peritos encontraram fraldas ensanguentadas. Segundo a polícia, o bebê já sofria as agressões há pelo menos 40 dias. A polícia também encontrou indícios de que a mãe poderia ter participado das agressões contra o próprio filho. Uma testemunha disse à polícia que ela chegou a dar uma mordida no bebê. No final da reconstituição, a mãe da criança saiu algemada e escoltada pelos agentes prisionais. Segundo o delegado, foi na sala que as agressões começaram. 

Ainda segundo o delegado, o pai arremessou a criança contra o braço do sofá, e a criança bateu com o rosto e ali começaram as agressões. Depois, o pai teria levado o bebê para o quarto. Outro inquérito será aberto para apurar se houve omissão dos médicos que atenderam a criança na Santa Casa de Andradas.

Santa Casa

A instituição divulgou um comunicado esclarecendo “a não identificação de lesões na criança” por parte do corpo médico. A direção informou que o fato será apurado.

De acordo com o hospital, os médicos teriam feito todo o trabalho na tentativa de reanimar a criança. Além disso, a Santa Casa disse que o próprio procedimento de reanimação poderia deixar marcas no bebê. O fato será apurado por meio de sindicância.


Fonte: CLIENT

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