13 de fevereiro de 2019 às 09:27

Barragem de Caldas será avaliada pelo MPF


Crédito:Reprodução/EPTV

O Ministério Público Federal de Pouso Alegre (MG) recomendou às indústrias nucleares do brasil (INB) e a Comissão de Energia Nuclear (CNEN) a criação de um plano emergencial para a barragem de rejeitos nucleares em Caldas (MG).

O ministério público baseou-se em um estudo da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), que aponta o sistema de escoamento da barragem como comprometido. Além disso, o estudo concluiu que as infiltrações encontradas na barragem favorecem a ocorrência de um processo de erosão interna, o que além de danificar a estrutura, aumenta a probabilidade de ruptura. 

 A barragem contém material radioativo resultante da primeira mina de urânio explorada no Brasil, de 1982 a 1995, e encerrada sob o argumento de que as atividades eram economicamente inviáveis.

Ficaram ainda a cava da mina, com lama e resíduos radioativos, uma fábrica de beneficiamento de minério desativada, equipamentos, e a barragem, com milhares de toneladas de rejeitos contendo urânio, tório e rádio.

O MPF também recomendou que a INB e a CNEN informem principalmente aos moradores de Caldas e Poços de Caldas sobre os riscos e as providências que estão sendo tomadas para evitar o rompimento da barragem. Ambas as empresas informaram que as medidas necessárias para a criação do plano de ação emergencial em barragens nucleares já começaram a ser adotadas.


Fonte: CLIENT

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